O que não gosto da internet, redes sociais: Com o tempo, a gente passa a acessar compulsivamente, esperando uma atualização que também nos atualize, e essa informação nunca chega, previamente condicionada a ser sempre a próxima, a que está no por vir. Inibindo toda nossa capacidade de agir, ponderar e planejar o presente sob fatos concretos. Nos restando inércia, passividade e a espera de um conteúdo milagroso que venha mudar radicalmente a nossa vida. Conteúdo esse jamais produzido por nós, e sim, pelo outro, aquele que posta, que seguimos, que publica. Um vício como tantos outros, que nos afasta do nosso centro e nos conduz a euforia, ansiedade e depressão.
— Adriano Monteiro (via joganoventilador)